sexta-feira, 5 de junho de 2015

Trecho do meu novo livro: Misericórdia



Amar o próximo exige percepção e se a sua mente estiver cheia de coisas dificilmente reparará o que está acontecendo em volta, um colega de trabalho pode estar passando por um divórcio e você nem saberá, alguém pode estar enfrentando um câncer ou uma enfermidade grave, mas não falará nada pra ninguém, mesmo porque são contextos difíceis e exigem discrição, ou seja, não devem ser compartilhados para evitar comentários sobre o assunto, muitas vezes as lutas são enfrentadas sozinhas porque ela não é compartilhada com outros, é uma prisão onde a chave foi colocado do lado de dentro e ninguém tem acesso, amor o próximo pode exigir dedicação e tempo, até se chegar a ser uma pessoa de confiança digna de conhecer mais profundo a situação. Amar o próximo é feito com o coração, somente assim, não será um protocolo com passos premeditados, mas um envolvimento real onde o seu coração se conecta com o do outro e compartilha das suas dores. 

Muitos negligenciam pela complexidade que é ajudar algumas pessoas, é quase uma missão, necessitando ser paciente e compadecente com a sua causa. Muitos milagres de Jesus começaram com a frase: “Jesus teve compaixão”, o coração de Cristo aplicado a situação permitiu viver o milagre, quando Jesus viu aquele povo sem ter o que comer o seu coração se encheu de compaixão e por isso o milagre chegou. Muitos milagres chegam através da compaixão, ou seja, um amor verdadeiro pela situação do outro, quando os quatro amigos levaram na maca um homem para ser curado por Jesus, ele não tinha fé, mas o amor daqueles quatro homens juntamente com a sua fé lhe proporcionaram ver a cura do companheiro. O nosso coração aplicado ao problema do outro gera uma oração sincera que toca o coração de Deus e abre espaço para viver o milagre desejado.

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